14 de fevereiro de 2010

IDA DO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA ÀS ILHAS SELVAGENS



O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, visitou as ilhas Selvagens em Maio de 2009. As fotos que aqui mostramos foram gentilmente cedidas pela jornalista Cristina Costa e Silva e publicadas no Blog HORA MADEIRA.

13 de fevereiro de 2010

Expedição à ilha da Selvagem Grande


Decorreu entre 8 e 26 de Outubro de 2009 uma expedição à Selvagem Grande (Arquipélago das Selvagens), organizada pelo Museu Municipal do Funchal (História Natural) em conjunto com o Dr. Francis Zino, com o objectivo principal de monitorizar a avifauna marinha que nidifica nesta ilha, mais concretamente a Cagarra (Calonectris diomedea borealis) e o Roque de Castro (Oceanodroma castro), dando continuidade ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, desde já alguns anos pelo Dr. Francis Zino.

Fizeram parte desta expedição, para além do Dr. Francis Zino e da sua esposa Elisabeth Zino, o Director do Museu Municipal do Funchal (História Natural), Dr. Ricardo Araújo.

O transporte das pessoas e do equipamento para a Selvagem Grande foi assegurado pela Marinha de Guerra Portuguesa, através do seu navio patrulha NRP Quanza, cuja colaboração é indispensável para poder aceder ao Arquipélago das Selvagens.

A preciosa colaboração do Parque Natural da Madeira e dos seus funcionários, Vigilante da Natureza Sandro Correia e Dra. Carolina Santos, foi extremamente importante para o êxito desta expedição.

Os objectivos principais desta deslocação à Selvagem Grande, foram a anilhagem de juvenis de Cagarra antes do seu primeiro voo, ou seja, antes de abandonarem o ninho e de adultos de roque de castro, capturados através da montagem de redes apropriadas. Para além da anilhagem foram recolhidos dados biométricos e amostras de sangue para posterior análise de DNA de ambas as espécies.

A informação obtida nesta expedição faz parte de todo um trabalho de monitorização das populações nidificantes de cagarra e de roque de castro, existentes na Selvagem Grande, que tem vindo a ser desenvolvido todos os anos pelo Dr. Francis Zino.

Para além do objectivo principal desta expedição e aproveitando a presença de um investigador do Museu Municipal do Funchal (H.N.), foram realizadas, não só várias colheitas de fauna e flora terrestre, para posterior identificação em laboratório e respectiva incorporação nas colecções biológicas desta instituição, como também foram realizados mergulhos com escafandro autónomo com vista à captação de imagens de espécies marinhas, enriquecendo desta forma a banco de imagens subaquáticas do Museu.

AS SELVAGENS - Ilhas desconhecidas com história

selvagens

9 de fevereiro de 2010

A Madeira tem cinco locais candidatos a “Maravilha” - As Ilhas Selvagens fazem parte da lista

Lista dos 77 pré-finalistas foi ontem conhecida
Eram nove até ontem. Agora, com a divulgação dos 77 pré-finalistas candidatos à eleição das “7 Maravilhas Naturais de Portugal”, a Região sabe que passa a contar com apenas cinco candidatos, sendo que a floresta laurissilva é candidata em duas categorias. A 7 de Março, é divulgada a lista final dos 21 finalistas.
A Região Autónoma da Madeira dispõe ainda de cinco candidatos entre os 77 pré-finalistas à eleição das “7 Maravilhas Naturais de Portugal”, cuja lista foi ontem divulgada. São eles os recifes fósseis e galerias do Ilhéu da Cal (categoria grutas e cavernas), a floresta Laurissilva (florestas e matas), o Cabo Girão (grandes relevos), as ilhas Selvagens (zonas marinhas) e ainda a praia do Porto Santo (praias e falésias).
Até ontem, eram nove os candidatos da Região que aspiravam a um lugar entre os 77, mas um painel de especialistas, representantes das várias áreas científicas e com representatividade geográfica nacional, acabou por dar a conhecer os 11 locais em cada uma das sete categorias a concurso, de onde apenas constam os nomes acima referidos. Caem por terra as candidaturas das Ilhas Desertas, a Fajã dos Padres, o Pico Ana Ferreira e o Cabeço das Laranjas (estes dois últimos, no Porto Santo.
São consideradas “Maravilhas Naturais de Portugal”, os monumentos naturais em território nacional que contenham um ou mais aspectos de raridade ou representatividade em termos ecológicos, estéticos, científicos e culturais. Os pré-finalistas são organizados em sete categorias, que representam a diversidade paisagística de Portugal, sendo que a Madeira apenas não tem representante na que diz respeito a zonas aquáticas não marinhas, sendo que a floresta laurissilva está também nomeada na componente de zonas protegidas.
A escolha destes 77 pré-finalistas foi realizada através da Internet, com um sistema de votação criado para o efeito e monitorizado pela PricewaterhouseCoopers, por 77 especialistas convidados pela organização. Os critérios de base para o painel de especialistas foram a beleza e unicidade do sítio nomeado, a diversidade dos nomeados (segundo as sete categorias), a importância ecológica (per si ou o seu significado para os seres humanos);, o significado histórico e cultural, a distribuição geográfica dentro do país, o estado de conservação do local e que não tenham sofrido intervenções humanas por razões estéticas. 
Recorde-se que no início de Janeiro de 2010 foram apresentadas 323 candidaturas e que a short-list agora apresentada será ainda sujeita a votação por um painel de 21 personalidades notáveis do nosso país. A lista de 21 finalistas será conhecida a 7 de Março, data em que também tem início a votação pública. 
Nesta lista de 21 Maravilhas finalistas terá que estar presente, no mínimo, um finalista de cada uma das sete regiões do país: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira. Desta forma, a New 7 Wonders Portugal® assegura a representatividade geográfica. 
A votação, auditada pela PricewaterhouseCoopers, vai prolongar-se até 7 de Setembro de 2010. As vencedoras serão apuradas pelo maior número de votos em cada categoria e não serão eleitas mais do que duas Maravilhas por região. A votação pode ser feita em www.7maravilhas.sapo.pt.


De 55 candidatos a cinco

Recorde-se que a Madeira chegou a ter nomeados para esta edição um total de 55 espaços a partir de um levantamento exaustivo de 800 locais, levado a efeito pelos promotores do concurso e entidades associadas, nomeadamente, autarquias, organismos públicos e privados, que apresentaram as candidaturas.
A 7 de Janeiro deste ano, a “New 7 Wonders Portugal” apresentou a lista longa de 323 candidatos a “7 Maravilhas Naturais de Portugal”, sendo que da Madeira, das 55 propostas iniciais, apenas noveforam a votoS.


São Vicente promete “trazer o país” para divulgar floresta

Jorge Romeira, presidente da Câmara Municipal de São Vicente garantiu, ontem, ao JM, que se a 7 de Março a candidatura da floresta laurissilva ainda estiver entre as 21 finalistas, vai fazer questão de divulgar o concelho a todo o país.
«Não poderemos ficar quietos. Temos que nos virar e trazer o país todo para conhecer São Vicente», disse o autarca, visivelmente satisfeito pelo anúncio de ontem. «Vamos promover o concelho em termos culturais, com a publicação de textos na net. Aliás, já hoje (ontem) abrimos um link no nosso site para essa promoção e vamos também divulgar que para o ano teremos o congresso da Laurissilva. Vamos mudar o slogan do nosso concelho, vamos colocar os autocarros cheios de laurissilva, vamos fazer flyers, entre muitas outras coisas», explicou ao JM Jorge Romeira. 
 
in: Jornal da Madeira - Celso Gomes

3 de janeiro de 2010

Salvage Islands

The Savage Isles (Ilhas Selvagens) are a small archipelago in the North Atlantic Ocean halfway between the Madeira (280 km) and the Canary Islands (165 km). The name is often translated into English incorrectly as the Salvage Islands. As with all the Macaronesian islands, the Savages have volcanic origins.
The Selvagem Grande and Selvagem Pequena islands are 15 kilometers apart. The archipelago has a total area of 273 hectares. There are two countries smaller in area than the Savage, The Vatican City (44 hectares) and Monaco (195 hectares).
Although remote and isolated, the islands received official visits from two Portuguese heads of state, Mario Soares and Jorge Sampaio, to reinforce the claim that they are Portuguese national territory and a national reserve.



The Archipelago
The archipelago is divided into two groups. The Northeast Group is formed by Selvagem Grande Island and two smaller islets, Palheiro da Terra and Palheiro do Mar. The Southeast Group is formed by Selvagem Pequena Island and the Fora Islet among numerous smaller islets, including the Alto, the Comprido, the Redondo Islets and also the tiny group of the Norte Islets. The archipelago is surrounded by an extensive barrier reef that makes it difficult to anchor on the islands' shores.


Temperature and Environment
The temperatures in the Savage Isles are higher than in Madeira and the sea temperature is confortable all year long. Jacques-Yves Cousteau once said he found there the cleanest waters in the world. In 2003 these islands were selected to be the national candidates to the UNESCO World Heritage List. They can only be visited by a special authorization from the Parque Natural da Madeira, a Portuguese regional environmental authority.


In 1971, Portugal declared the islands as a reserve (Reserva das Selvagens) that includes not only the submerged areas but also the surrounding shores to 200 meters deep. Its permanent surveillance began in 1976. Two years later, the Savage Isles were declared a Natural Reserve. The scientific and natural interest of this tiny group of islands lies not only in sea birds such as the White-faced Storm-Petrel that find a safe shelter there, but also in its marine biodiversity and unique flora. There are yearly scientific expeditions to the islands.


The Discovery
The official date of the discovery of the Savage Isles is 1438 by Diogo Gomes de Sintra, when he was returning to Portugal from Guinea eighteen years after the finding of Madeira. In that time, the Portuguese discoveries have made great achievements for mankind.


Reserva Natural das Ilhas Selvagens

Parques EContactar Reserva Natural das Ilhas Selvagens

Tel.
+351 291 214 360
Fax
+351 291 214 379
Morada
Quinta do Bom Sucesso, Caminho do Meio
9050-251 Funchal

Descrição
São ilhas oceânicas de origem vulcânica e são constituídas pela Selvagem Grande, Selvagem Pequena e Ilhéu de Fora.

A Selvagem Grande apresenta um relevo bastante acentuado e uma extensa zona planáltica com agrestes falésias vulcânicas resultantes da erosão. O ponto mais alto é atingido no Pico da Atalaia a 163m;

A Selvagem Pequena apresenta forma irregular, perfil baixo e achatado, sendo quase totalmente coberta por areia calcária de origem marinha; o Ilhéu de Fora é ainda mais baixo e também coberto por areia calcária. As altitudes máximas são atingidas no Pico do Veado, com 49m e no Pitão Pequeno com 18m, na Selvagem Pequena e no Ilhéu de Fora, respectivamente.

O acesso a estas Ilhas é por via marítima, não existindo viagens regulares.

Foram descobertas pelos Portugueses no século XV (1438). Locais inóspitos, com excepção da Selvagem Grande, e inexistência de água, levaram a que estas ilhas não fossem usadas para a colonização humana, embora tenham sido feitas algumas tentativas, das quais ainda existem alguns vestígios na Selvagem Grande (muros de pedra, uma velha cisterna e respectivas canalizações).

A fauna vertebrada das Ilhas Selvagens é caracterizada pelo elevado domínio das aves marinhas nidificantes e pela ausência de mamíferos nativos. É aqui que existe a maior colónia de Cagarras (Calonectris diomedea) de todo o Mundo. A cobertura florística terrestre é muito rica apresentando 11 espécies endémicas destas ilhas.

Estas ilhas são Reserva Natural Integral desde 1971 receberam o Diploma Europeu para as Áreas Protegidas e pertencem à Rede Natura 2000.













12 de dezembro de 2009

Estudo do fundo do mar posiciona Selvagens no GPS


Projecto entre Marinha e Governo permite 'ligar' estas ilhas à Madeira e Porto Santo


A estrutura do fundo do mar de uma extensa área (70x70 Km) das Ilhas Selvagens está a ser estudada, através de um sistema GPS, que permitirá saber, em concreto, qual a real ligação entre estas e as ilhas da Madeira e também do Porto Santo. Para dar continuidade ao projecto foi ontem assinado um protocolo e um acordo entre o Instituto Hidrográfico (IH) da Marina Portuguesa e a Direcção Regional de Informação Geografia e Ordenamento do Território (DRIGOT).
O protocolo de cooperação e o acordo bilateral para a área comercial foram assinados pelos responsáveis das duas entidades, numa cerimónia a bordo do navio 'NRP Almirante Gago Coutinho, atracado no cais norte do Porto do Funchal, contando com a presença de várias instituições militares e civis, entre as quais o secretário regional do Equipamento Social.
Santos Costa aproveitou para assinalar a importância que o protocolo tem para a Região, fruto de uma colaboração que já vem sendo desenvolvida entre o IH e a DRIGOT, no âmbito das competências que o Governo tem no litoral. "Permite-nos conhecer os fundos marítimos que envolvem as ilhas do arquipélago, em especial com a colocação de GPS (Sistema de Posicionamento Global) nas Selvagens, que até agora não existiam", realça. "É, para mim, o aspecto mais significativo do protocolo, para além da continuidade de colaborações futuras, pois neste momento uma equipa da DRIGOT está a colocar uma antena GPS na Selvagem Grande, permitindo que aquele território fique geo-referenciado de forma rigorosa, a nível internacional, como fazendo parte da Região Autónoma da Madeira e de Portugal", conclui.
O trabalho que a 'NRP Almirante Gago Coutinho' fez ao longo de 11 dias no mar das Selvagens permitiu a colocação de oito estações GPS (cinco na Selvagem Grande, e outras três na Selvagem Pequena, Madeira e Porto Santo, respectivamente), permitirá observar 24 horas seguidas os fundos marinhos, altitudes das rochas submersas (existem muitos mais do que as conhecidas pelas antigas cartas marítimas).
A missão de investigação de cariz científico que este navio da Marinha Portuguesa tem realizado já acumulou 888 dias de mar e sondou uma área de 1.700.000 Km2, equivalente à Zona Económica Exclusiva portuguesa. A tripulação do 'Gago Coutinho' é composta por 34 marinheiros e ainda tem espaço para receber até 15 investigadores, numa autonomia de mar de 60 dias.

10 de dezembro de 2009

Assinatura do Protocolo entre o IH e a DRIGOT



O Instituto Hidrográfico da Marinha Portuguesa (IH) e a Direcção Regional de Informação Geográfica e Ordenamento do Território (DRIGOT) desenvolvem actividades complementares nos domínios da Informação Geográfica e Cartografia dos ambientes marinho e terrestre, nas quais se inclui a recente campanha de observações GPS nas Ilhas Selvagens, efectuada por ambas as entidades, com a finalidade de efectuar a ligação destas ilhas com as ilhas da Madeira e de Porto Santo. Esta colaboração permitiu mitigar a duplicação de esforços entre o IH e a DRIGOT, e aumentar a eficiência na gestão dos custos associados a esta campanha.
Para prossecução dessas e outras actividades, o fomento da investigação e do desenvolvimento em domínios de interesse científico comum, com relevância na área da Informação Geográfica e, em particular, na cobertura cartográfica da Região Autónoma da Madeira, é de fundamental relevância, tendo a cooperação recente originado a necessidade das actividades futuras serem enquadradas no âmbito de uma colaboração formal entre o IH e a DRIGOT.
A assinatura do Protocolo de Cooperação e do acordo Bilateral para a área comercial entre o Instituto Hidrográfico e a Direcção Regional de Informação Geográfica e Ordenamento do Território, terá assim lugar no dia 11 de Dezembro, pelas 17:00 horas, a bordo do NRP Almirante Gago Coutinho (Porto do Funchal, Madeira), com a presença de Sua Excelência o Secretário Regional do Equipamento Social , Eng.º Luís Manuel dos Santos Costa.
fonte: Marinha
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